 EM DEFESA DA PIZZA (NO SEU DIA) Romeu Prisco Eu, como um dos milhões de apreciadores da pizza, espalhados por todo o mundo, estou indignado com o pouco caso que estão fazendo desta deliciosa iguaria. Como assim "tudo vai acabar em pizza" ? Por que "acabar em pizza" ? O que isto quer dizer ? Que será feita uma de corrupção, ou à moda da casa política brasileira, tendo como pizzaiolos os incompetentes "Senadores da República", sob o comando de Sarney ? E a massa, será produzida com farinha bichada do mesmo saco partidário e pincelada com molho vermelho e azedo da estrela petista ? Cobertura, então, nem se fala: é o que mais sobra. Só que o cheiro ... Ou será que "acabar em pizza" significa que todos os corruptos se reunirão em torno de uma gigante, para devorá-la, como fazem com o nosso dinheiro ? Aliás, se não fosse trágico, para a pizza, claro é, seria cômico vê-los se digladiando na contenda de pedaço por pedaço. Depois, lambuzados até as orelhas e arrotando como porcos, iriam terminar a noite nas instalações de um certo hotel em Brasília, para saborear a sobremesa. Não ! Nós, da Associação dos Amantes de Pizza, organização não governamental com sede na cidade de São Paulo, Capital mundial da pizza, não permitiremos que esses delitos aconteçam ! Vamos apresentar queixa-crime contra tais marginais, para que sejam sumariamente despejados nos esgotos de onde nunca deveriam ter saído e lá disputem, com os ratos, os restos putrefatos de alimentos.
Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 10h28
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MAIS UM MEGAESPETÁCULO Romeu Prisco Não é assim que os norte-americanos costumam transformar os grandes acontecimentos do seu país ? Não foi assim com os "homenagens" póstumas às vítimas do 11 de setembro de 2001 ? Não foi assim com as "homenagens" póstumas e respectivo funeral do ex-Presidente Ronald Reagan ? Não foi assim com as convenções partidárias das eleições presidenciais ? Não foi assim com as festividades de posse do presidente eleito ? E é assim que será com as "homenagens" póstumas e respectivo funeral da atriz Elizabeth Taylor, que considerou como autêntico circo os preparativos do velório público de Michael Jackson. Também assim será com as tropas estadunidenses que se encontram no Iraque, quando retornarem para casa, como se tivessem participado de uma "guerra" heróica. Tudo certinho e nos seus devidos lugares. Bandeiras hasteadas, arriadas e milimetricamente dobradas, para entrega a quem de direito. Militares com fardas de gala, em rigorosa posição de sentido e de continência. Hinos e canções sendo entoados pelas melhores e mais famosas vozes, isoladamente, ou em conjunto. Apresentações artísticas impecáveis. Discursos e depoimentos emocionados. Desfile bem organizado de longas e vistosas limusines. Irrepreensível participação popular, manifestando alegria, ou tristeza, de acordo com a natureza da cerimônia, como se tivesse sido submetida a exaustivo ensaio. A morte do incomparável Michael Jackson ensejou, para os norte-americanos, a produção de mais um megaespetáculo, tal como se vê nas telas de Hollywood, ou nos palcos da Broadway. Em casos como esses, sempre vem à tona a mesma dúvida: seria a vida imitando a arte, ou seria a arte imitando a vida ? Porém, como se se estivesse à espera do desfazimento da dúvida em questão, os restos mortais de Michael Jackson continuam aguardando pelo repouso eterno, por todos desejado, mas que, depois de quase duas semanas do óbito, ainda não se consumou. Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 10h32
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