DEMOCRACIA NOVAMENTE DE LUTO Romeu Prisco 7 de setembro. O Embaixador do Brasil, na Inglaterra, compareceu à solenidade na Câmara Alta do Parlamento daquele país, que tinha por objetivo homenagear a maior nação sul-americana, no dia de comemoração da sua independência. Ocupando a tribuna, um Lorde, usando de criatividade, fez ver aos seus pares que o Brasil é um país que possui uma das mais democráticas constituições do mundo. Para ilustrar sua declaração, leu, em inglês, o inciso LXXIII, do artigo 5º., da Carta Magna brasileira: "Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência". Após a leitura, arrematou: "viram ? Lá no Brasil, um simples cidadão, em nome do bem-estar social, pode propor a anulação judicial de um ato, como aqueles que nós praticamos dentro deste nobre legislativo". Os membros do parlamento entreolharam-se admirados e, de imediato, levantaram-se, irrompendo em forte e prolongada salva de palmas. Terminada a solenidade, o Embaixador brasileiro, orgulhoso, participou de festivo coquetel. Gostaram da historinha ? Pois se gostaram, não se iludam. Tudo não passa, como diz a sabedoria popular, de "coisa pra inglês ver". Trata-se de solene engodo. Nem pensem em ingressar em juízo, principalmente para anular uma lei, de efeito concreto, por mais contundentes que sejam as provas das irregularidades cometidas pelos parlamentares. Sob o manto do corporativismo, o Poder Judiciário não vai interferir na atividade dos Poderes Legislativo e Executivo e estes não vão interferir na atividade do Poder Judiciário. Assim, eles continuarão cada vez mais harmônicos e menos independentes entre si. Faço esta afirmação de ciência própria, obtida na condução de caso legal como advogado, de natureza pessoal, sem envolvimento de qualquer cliente e do perigo de quebra de sigilo profissional. Nunca divulguei pela imprensa detalhes relativos a causas pendentes, sendo esta a primeira vez que o faço, em caráter extraordinário. Resumindo, ingressei em Juízo, na Comarca de Mairiporã, Estado de São Paulo, com ação popular, visando anulação de ato administrativo municipal, que teve por objeto a alteração do nome de uma rua. Antes da propositura da demanda, um amigo, advogado e político experiente, alertou-me sobre os enormes riscos de a minha iniciativa ser abortada liminarmente. Confesso que duvidei, tão sólidos e irrefutáveis eram, como ainda são, meus argumentos e provas. Não deu outra ! Com total descaso e fazendo vistas grossas, em Primeira Instância, o Ministério Público Estadual, contrariando sua obrigação legal, e a magistrada encarregada do despacho inicial, dando de ombros às graves denuncias contidas e provadas na minha petição vestibular, ignoraram-na da forma mais chocante, só não a rasgando e jogando-a na cesta de lixo, por falta de previsão no código processual. Diferente não foi o tratamento na Instância Superior, em julgamento de recurso de apelação, por uma Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Fica a sensação de que, nas duas Instâncias, ninguém se deu ao trabalho de ler as alegações da parte, em face da flagrante dissonância dos fundamentos invocados nas decisões. Porém, não é bem assim. Desembargadores, juizes e membros do Ministério Público, diretamente, ou através das respectivas assessorias, lêem tudo quanto se escreve nos processos, levando-o em conta apenas quando não lhes causem desconforto recíproco, ou nas suas relações com outros Poderes. A Justiça também adora ser badalada nos meios de comunicação. Quando se cuida de garantir a realização de "marchas da maconha", com a presença de ruidosos adeptos da descriminalização da droga, o Poder Judiciário não pensa duas vezes em paralisar a cidade de São Paulo. Aqui prevalece a força do "bando", assim entendidos movimentos organizados para defesa de supostos direitos. Uma só andorinha não faz verão. Chegou a hora de fundar uma associação para resgatar os direitos de cidadania, imolados pelos nossos tribunais, compostos por magistrados engajados em entidades politizadas, apenas para preservar seus interesses pessoais. Prova está na recente crise provocada por essas entidades, contra o corajoso trabalho da Corregedora do CNJ, Ministra Eliana Calmon. Este desabafo não constitui lamento de quem "injustamente" perdeu uma ação qualquer para a parte contrária, mas de quem "ilegalmente" perdeu uma ação de cidadania para o Poder Judiciário, com a colaboração do Ministério Público Estadual.
Obs.: Na foto, esquife da ação popular sendo carregado por sugestivos cidadãos-eleitores, um deles o autor do texto. Matéria também publicada na "newsletter" Direto da Redação. Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 11h27
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"IMPERADOR" ADRIANO (II) Romeu Prisco Além das ilações referidas no meu texto anterior, o novo episódio envolvendo o futebolista Adriano, que, apesar do nobre apelido, não passa de uma eterna vítima dos azares da vida, permite extrair outra. Diante do valor da conta e da presteza com que Adriene, acompanhante do craque num programa noturno, atingida por disparo de arma de fogo no dedo de uma das mãos, foi atendida e tratada no Hospital Barra D'Or, este nosocômio deve ser de primeira linha. Sem saber da falsa acusação de ter sido o autor do disparo, Adriano estava disposto a pagar as despesas hospitalares de Adriene. Porém, depois da caluniosa denúncia formulada por Adriene, Adriano retirou a oferta. Agora, Adriene corre o risco de ser acionada pelo hospital, para pagamento de uma conta que, salvo engano, não tem condições de arcar sozinha. Pois bem, se eu fosse presidente de uma entidade de proteção e defesa de direitos femininos, a exemplo do que fez o Presidente do Corinthians com Adriano, colocaria o meu Departamento Jurídico à disposição de Adriene, para prestar-lhe toda assistência legal que se fizesse necessária numa eventual demanda de cobrança judicial. Garanto que levaria o processo até a última instância, com grande possibilidade de sucesso. Com certeza, Adriene não foi internada no Hospital Barra D'Or por seu exclusivo desejo. Antes desta internação, provavelmente sequer deveria ter conhecimento da sua existência. Lá chegou conduzida, entre outros, por Adriano, com recomendações expressas para receber o melhor atendimento. Em face da notoriedade e do lastro de Adriano, o hospital deve ter relevado a burocracia de praxe, como depósito prévio e assinatura de documentos garantidores do cumprimento de obrigações, coisas, aliás, só exigidas de plebeus. Isso posto, pouco importa se Adriene mentiu ou não. A conta hospitalar é, sim, de responsabilidade de Adriano, que deverá ser chamado a integrar o pólo passivo de ação em juízo, proposta contra Adriene. Corrijam-me os Colegas se eu estiver errado.
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Escrito por Romeu Prisco às 09h58
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"IMPERADOR" ADRIANO Romeu Prisco O fato de o Brasil ter passado para o 6º. lugar na ordem econômica mundial deixou-nos, sem dúvida, extremamente contentes e orgulhosos. Porém, em matéria de sobriedade e bom-senso, ainda estamos bem distantes daquela posição. De uma série negativa, tomemos o mais recente episódio envolvendo o jogador de futebol Adriano, do qual é possível extrair dois sugestivos exemplos. (1) Mal acabara de ocorrer o evento, com seu devido destaque na mídia, o Presidente corinthiano, em entrevista à imprensa, colocou o Departamento Jurídico do Clube à disposição do atleta, para prestar-lhe toda a assistência legal que se fizesse necessária. Valha-me Deus ! Caso se tratasse de fato ocorrido dentro do gramado, em pleno exercício da atividade futebolísitica, na defesa das cores do S.C. Corinthians Paulista, essa "generosa" oferta seria admissível. Todavia, tratando-se de fato ocorrido extra-campo, em outra cidade, no "saudável" exercício noturno da atividade de lazer, acompanhado de elementos estranhos ao Clube, injustificável, inconcebível e desmoralizante a indigitada oferta. Ademais, mesmo que não ganhasse uma fortuna de salário, suficiente para pagar os honorários dos melhores advogados, este ônus cabe exclusivamente ao "imperador". Então, senhor Presidente do SCCP, poupe-nos de dissabores dessa natureza. (2) Digna de elogios a eficiência e a rapidez com que a Polícia deslindou tão intrincado caso. Perícia impecável, tomada de depoimento dos envolvidos a hora e a tempo, minuciosa reconstituição do acontecimento e precisa acareação das partes, tudo de forma a demonstrar que o suposto réu é vítma e a suposta vítma é ré ! Pena que o mesmo trabalho não se realize também em casos graves dos súditos do "imperador", destituídos de nobreza, com pouco ou nenhum enfoque nos meios de comunicação.
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Escrito por Romeu Prisco às 12h26
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DE GUADALAJARA À CIDADE UNIVERSITÁRIA Romeu Prisco  Bandeira do Brasil e a primeira Bandeira hasteada no país
No próximo 19 de novembro comemora-se, no Brasil, o Dia da Bandeira. Antecipo-me neste texto, para relacionar o tema a fatos bem atuais. Enquanto nos Jogos Panamericanos de Guadalajara, México, recém encerrados, os nossos medalhistas festejaram as vitórias ostentando, orgulhosos, a bandeira brasileira, na USP, numa cena deprimente, os nossos universitários, impregnados com altas doses de ingratidão e desamor à pátria, atearam fogo nos pavilhões nacional e paulista. Além do Dia da Bandeira, celebram-se o Hino à Bandeira, o Juramento à Bandeira, a Continência à Bandeira e as solenidades de hasteamento e arriamento da bandeira. Portanto, bandeira não é um simples trapo colorido, para limpar o chão, ou alimentar fogueira. Está muito acima disso. Mesmo quem não freqüentou escola e nunca teve aulas de educação cívica e moral, sabe do seu elevado significado instintivamente: "Salve lindo pendão da esperança! Salve símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra, Em nosso peito juvenil..." É preciso dizer mais ? Sim ! Decididamente, esse não é "o afeto que se encerra" no peito juvenil dos estudantes da USP, que nele, "lindo pendão da esperança", atearam fogo. Na área militar, a partir do humilde recruta até o oficial de patente máxima, a cerimônia mais importante é o "juramento à bandeira". Na área civil, nos desfiles comemorativos da nossa história, as bandeiras ganham lugar de destaque, constituindo-se numa honra àqueles que são designados para portá-las. Geralmente o privilégio cabe aos melhores alunos, aos melhores atletas, ou aos operários-padrão. O desrespeito exibido pelos universitários da USP às bandeiras brasileira e paulista é imperdoável. Tanto quanto boas notas e menções a prêmios por mérito acadêmico, o fato deveria ser registrado, como demérito, nos respectivos dossiês escolares dos autores daquela sandice. Todavia, as lições da viagem imaginária de Guadalajara à Cidade Universitária não ficam somente nesse episódio de queima de bandeiras. De um lado, demonstra os acertos dos Poderes Públicos, através dos seus órgãos estatais e paraestatais, no patrocínio de atividades esportivas amadoras, praticadas, mormente, por jovens e pessoas carentes. Porém, de outro lado, demonstra a capitulação dos Poderes Públicos diante de movimentos manifestamente ilícitos, o que, por sinal, já se tornou rotina. Exemplo típico é o caso recorrente do MST. Capitulou a reitoria da USP, ao não impor seu direito de legítima defesa, para, ato continuo e independentemente de "aval" de qualquer outro poder, obstar a invasão das dependências universitárias pelos estudantes, autorizando a Polícia Militar a fazer uso da força, se necessário. Capitulou o comando da Polícia Militar ao não chamar para si, independentemente de requisição de qualquer outro poder, a responsabilidade de impor a ordem, usando, para tanto, se necessário, da força. Capitulou o Poder Judiciário. Depois de deferir pedido de reintegração de posse com prazo determinado para cumprimento e de admitir uma audiência de conciliação entre as partes, sacramentou um acordo "sui generis". Seria perfeitamente compreensível e lícito que, nesse acordo, ficasse ajustado um prazo maior para desocupação do prédio da reitoria pelos invasores. Entretanto, não foi bem assim que se deu. Os invasores pediram prazo maior não para desocupação, mas, valha-me Deus!, para ter tempo de organizar uma assembléia, onde ficaria decidido se aceitariam cumprir o mandado de reintegração "pacificamente" ! Quem foi mesmo que disse que decisão judicial não se discute, cumpre-se ? "Malfeitos", como alude a Presidente Dilma, estão se concretizando rotineiramente, através das ações de grupos politicamente organizados, cujos objetivos, como não poderia deixar de ser, ficam à margem das leis. Alguém já consumiu arroz, feijão e soja cultivados nos assentamentos do MST ? Já ocorreram sensíveis melhoras na qualidade e disciplina do ensino público e particular, através de movimentos estudantis, a exemplo do "MOU" (Movimento Ocupa USP) ? Bandeiras deixaram de ser queimadas em virtude da ação pedagógica dos bombeiros que invadiram seu quartel no Rio de Janeiro ? A capitulação dos Poderes Públicos é fruto do medo e do acovardamento em face das possíveis retaliações e represálias desses grupos, ligados à esquerda, sempre extremamente agressivos, estendendo-se a submissão, inclusive, à anistia e cancelamento de eventuais punições. Brevemente, será possível vivenciar a seguinte situação: (1) descriminalização da maconha; (2) assentamentos do MST repletos de cultivo desta erva medicinal, para abastecimento do mercado estudantil, com preferência aos alunos da USP; (3) desnecessária a presença da PM no campus, com a liberação daquela droga; (4) eleição do reitor pelos integrantes do "MOU"; (5) nem bandeira verde e amarela e nem bandeira vermelha, hasteando-se, nos prédios da USP, somente o pavilhão do velho Capitão Gancho. P.S. Concomitantemente ao fechamento desta edição, ocorreu, "manu militari", a reintegração de posse do prédio da Reitoria da USP, o que, para o autor, não interfere com os pontos de vista abordados no seu texto.
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Escrito por Romeu Prisco às 09h48
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PHILCO - DO TELEVISOR AO NETBOOK: NOTA ZERO ! Em maio de 2010 adquiri um Netbook Philco, modelo PHN 10V10, na loja Wal*Mart/Vila Leopoldina, com 1 (um) ano de garantia. Até o final do ano passado o equipamento foi usado esporadicamente e apresentava desempenho apenas satisfatório. Neste ano de 2011 ele esteve inoperante e, recentemente, ao recolocá-lo em funcionamento, infelizmente após o vencimento do prazo de garantia (maio), o equipamento apresentou grave defeito, emitindo um alarme sonoro, que impedia seu uso normal. Levei-o a um técnico da minha absoluta confiança, que abriu o equipamento na minha frente e constatou problema no teclado, necessitando substituição. Dirigi-me através de e-mail à Philco, propondo-me a aquirir um teclado novo, mas, numa única resposta, tudo que recebi da fabricante/importadora foi a indicação de meia dúzia de "autorizadas", com endereços distantes, para "avaliação e orçamento". Como não foi isso que solicitei à Philco, insisti no meu pedido inicial, porém a destinatária manteve-se em silêncio. Conclusão: estou decepcionado com a Philco. Aliás, se tivesse ouvido o conselho de quem entende do assunto, jamais teria adquirido esse tipo de equipamento daquela empresa, que, num curto espaço de 14 meses, praticamente perdeu a utilidade. Não o recomendo e desabono a omissão/indiferença da Philco diante dos meus pedidos. P.S.: Considerando que a marca Philco agora está associada à BRITÂNIA, ambas ficam comprometidas.
Escrito por Romeu Prisco às 10h39
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CARTA DE SÃO PAULO AOS MUNÍCIPES Romeu Prisco Com a incumbência de divulgá-la à população, recebi, da cidade de São Paulo, a seguinte carta: "Capela do Pátio do Colégio, 19 de janeiro de 2011. Queridos munícipes, No próximo dia 25 de janeiro estarei completando 427 anos de existência. Antes de mais nada, quero antecipar meus agradecimentos àqueles que, eventualmente, comparecerem às solenidades de comemoração do meu aniversário de fundação, se as chuvas permitirem. Quando eu era apenas uma aldeia, sonhava transformar-me em vila. Quando alcei à condição de vila, sonhava transformar-me em cidade. Quando fui elevada à cidade, sonhava transformar-me em metrópole. Depois de passar ao "status" de metrópole, sem sonhar, transformei-me numa gigante atrofiada. Tudo aconteceu muito rápido, levando-se em conta a minha juventude, diante de outras metrópoles mundiais, mais antigas que eu, porém, mais saudáveis. Tenho sofrido demais com a atrofia do meu gigantismo, mormente ao ver-me totalmente alagada, com as enxurradas provocadas pelas intensas chuvas, sem poder dar conta do recado. Meu coração está em frangalhos, batendo a mil por hora, acometido de grave arritmia crônica, graças à rotineira e frenética agitação urbana. Só encontro algum descanso, mesmo assim se não ocorrer nenhuma catástrofe, nos feriados prolongados. Nem sei como ainda não enfartei de vez. Minha capacidade respiratória está no limite e minha visão totalmente embaçada, ambas afetadas pelos gases e fumaças dos veículos, da indústria e do comércio, despejados na atmosfera. Ah, quem me dera voltar a ser uma cidade ! Grande, produtiva e prestativa, conforme o Estado paulista e o Brasil necessitam, mas, igualmente romântica e, às vezes, até bucólica, como já fui. Restabeleceria o encanto das tertúlias de poetas e versejadores na esquina das Avenidas Ipiranga e São João. O prazer de circular pela Rua Barão de Itapetininga e de freqüentar a Confeitaria Vienense, com música ao vivo, mais popular que a luxuosa Confeitaria Fasano, então localizada no centro, ou a Confeitaria Alhambra, da Rua Direita. Nesta mesma rua, aos domingos à noite, os negros realizavam seus desfiles, com homens e mulheres, elegantemente trajados, trocando flertes, enquanto brancos de ambos os sexos cruzavam seus olhares nas imediações do Parque Trianon, na Avenida Paulista. A tradicional corrida de São Silvestre, promovida pelos jornais da Fundação Cásper Líbero, sempre na noite de 31 de dezembro, sem a preocupação de atender às conveniências de emissoras de televisão, iniciava-se por volta das 23:30 horas, a fim de que sua chegada coincidisse com a passagem de Ano Novo. Caros munícipes, não quero iludi-los. Meus grandes problemas são de solução extremamente difícil, para não dizer impossível. Bons Prefeitos que cuidaram de mim, desprovidos de ambições políticas, portanto, sem demagogia, além de competentes, foram honestos e sinceros, casos de Olavo Setúbal e José Carlos de Figueiredo Ferraz. O primeiro ao declarar que as obras para contenção das enchentes produziriam efeito meramente paliativo, mas, nunca definitivo. O segundo, mais drástica, porém, sabiamente, ao proclamar: "São Paulo precisa parar de crescer!". Vaticínios formulados há cerca de 40 anos, o que dispensa outras considerações. Se o "parar de crescer" significava, na década de 70, parar de construir, parar de realizar obras e mais obras, públicas e particulares, hoje significa simplesmente desconstruir (grifei). Sim, eu disse desconstruir, ou seja, demolir, para voltar a ter espaços livres e áreas verdes. Esta é a dolorosa verdade. Mais dolorosa ainda é a minha segunda proposta. Para que uma paulatina desconstrução fosse viável, seria necessário um paulatino êxodo (grifei) populacional, com migrantes internos retornando às suas origens e, por que não?, com paulistas migrando para outros centros. Pensem nisso, queridos munícipes. Oxalá outras soluções, que considero milagrosas, sejam apresentadas. Gostaria de voltar no meu aniversário seguinte transmitindo-lhes mais esperança, ou, quem sabe, recebendo de vocês uma injeção de ânimo, com melhores perspectivas. Sintam-se abraçados com o meu eterno carinho de mãe. Ditada e assinada por mim, Cidade de São Paulo, escrita pelo padre jesuíta José de Anchieta e autenticada pelo padre jesuíta Manuel da Nóbrega, meu fundador, com o selo fotográfico da sua imagem.
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Escrito por Romeu Prisco às 09h55
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PAPAI NOEL DE ARAQUE Romeu Prisco João Batista Donato, mais conhecido, na intimidade, por Joãozinho, um garoto de 12 anos de idade, escreveu a seguinte carta ao Papai Noel: "Querido Papai Noel, Como você deve saber, meu pai de verdade, minha mãe e eu somos pobres. O trabalho e o salário que eles têm mal dão pra pagar o aluguel da casinha onde vivemos e pra comprar os alimentos básicos. Por isso, querido Papai Noel, gostaria que, no próximo Natal, você lembrasse de nós e nos trouxesse um "presentão". Não, Papai Noel, não se preocupe. Não se trata de nada caro e nem extraordinário. Não é um veículo zero pro papai, uma geladeira inox pra mamãe ou uma super bike pra mim. Quero, apenas, que você nos traga de presente uma bela ceia de Natal. Pro papai, pode ser uma suculenta feijoada, lotada de pertences variados e muitas bistequinhas de porco. Com caipirinha de aperitivo, laranja, couve e uma cocada de sobremesa. Pra mamãe, lasanha de presunto, peru recheado e assado no forno, com batatas douradas. Como sobremesa, torta de morango. Pra mim, sei lá. Poderia ser uma pizza gigante "delivery" à moda da casa, ou um "big Mac" de meio palmo de altura, com enorme quantidade de fritas. Mas, acho que vou mesmo me debruçar na lasanha e no peru da mamãe (traga duas porções) e, de sobremesa, uma cumbuca de salada de frutas, coberta com creme de chantily e sorvete de chocolate. Caramba ! Mal posso esperar. Ah, ia esquecendo ! Quem sabe dê pra você também trazer umas velas decorativas, pra gente acender e colocar na mesa na hora da ceia. O endereço você deve conhecer, mas, convém lembrar. Por favor, anote: João Batista Donato Viela do Alagadiço, nº. 13 Itaquera São Paulo - SP CEP xxxxx-xxx Viu ? É só isso. Feliz Natal pra você e pra todas as crianças do mundo. Um beijão do Joãozinho." Na noite de Natal, pouco antes de meia-noite, Joãozinho recebeu um pacote e uma carta do Papai Noel, assim redigida: "Querido Joãozinho, Você me deixou com água na boca. No curso das entregas dos presentes não resisti e, entre uma e outra, acabei comendo a sua ceia de Natal. Depois de percorrer o continente asiático, fartei-me com a feijoada. Em seguida, na Europa, justamente quando fazia a Itália, devorei a lasanha e o peru. Em Nova York, lambuzei-me com as sobremesas. Cheguei até a ficar meio enjoado e com azia, porém, tomei um sonrisal e melhorei. Todavia, não pense que esqueci de você e dos seus pais. Abra o pacote. Nele você encontrará três "hot-dogs", que eu tinha trazido pra enganar o meu estomago. Bom apetite ! Feliz Natal ! Agora vou pro continente africano. Lá vai ser rápido, porque tenho poucas entregas. Em seguida, no meu aero-trenó, retorno voando pra casa. Preciso tirar uma boa soneca pra completar a digestão ! Hiper beijo do seu Papai Noel. P.S.: Desculpe pela falta das velas. Com elas dei uma requentada na boia.
N.A.: (1) O nome e o endereço do personagem "Joãozinho" são fictícios. (2) Qualquer semelhança do Papai Noel de Araque com políticos brasileiros, vivos ou mortos, é mera coincidência.
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Escrito por Romeu Prisco às 10h38
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ENAM Romeu Prisco
Tiririca já está lendo "Cocô no Trono" e "Papito, o cachorro educado" O próximo grande passo da gloriosa democracia brasileira será a implantação do ENAM - Exame Nacional de Alfabetização Mínima, a ser realizado seis meses antes de qualquer eleição e do qual deverão participar todos os candidatos aos Poderes Executivos e Legislativos, que não possuirem nenhum diploma escolar. Só serão aprovados, com deferimento da respectiva candidatura, aqueles que, diante de dois textos, contendo não mais de 10 (dez) palavras cada, um para escrita, outro para leitura, cometerem, no máximo, 50% de erros, acertando, portanto, 50%. As provas serão confecionadas em indústria gráfica de total confiança, a ser escolhida mediante rigorosa concorrência pública, devendo ser mantidas em sigilo absoluto até a hora da realização, sob severa guarda da Polícia Federal. Os candidatos poderão portar relógios, celulares e, eventualmente, pequenos dicionários de bolso. Será tolerado um atraso de apenas 15 minutos, prorrogáveis por mais 15 minutos. A duração de cada prova será de 45 minutos, igualmente prorrogáveis por mais 45 minutos. A divulgação dos gabaritos será efetuada 48 horas após a realização das provas. Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 11h47
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A VOLTA DE QUEM NUNCA DEVERIA TER VINDO, OU 666 - A BESTA Romeu Prisco Se você não gostar do título desta crônica, depois de tê-la lido na íntegra, poderá substitui-lo, indiferentemente, por um dos seguintes: "a volta do terrorista de paletó e gravata, barbeado, Bíblia numa das mãos e Smith Wesson na outra"; "a volta do mentiroso que deixou Pinochio envergonhado"; "a volta de quem transformou parte do Oriente Médio em velho oeste"; ou, "a volta do inimigo público mundial nº. 1, do final do século 20 e início do século 21". Mesmo não tendo paradigmas, sei que você, leitor, poderá enfrentar alguma dificuldade para identificar o personagem por mim mentalizado, razão pela qual peço licença para, desde logo, revelar seu nome e posição: George W. Bush, ex-Presidente da nação mais poderosa do planeta Terra. Sim, ele, Bush, como ficou mais conhecido, está de volta, com suas "memórias" e pretensa "autobiografia". Agora, no seu livro, posando de "santinho", declarou saber que o Iraque não possuía armas de destruição em massa, que estava sendo induzido em erro por seus serviços de inteligência, mas que, cedendo a "pressões internas", resolveu atacar e invadir aquele país, do que, todavia, "arrependeu-se". Cara-de-pau, safado, pilantra, sem-vergonha, marginal, bandido, criminoso e genocída, é o mínimo que se pode dizer desse desqualificado. Hitler, Stalin, Bin Laden e o próprio Saddam Hussein, que morreu enforcado por desejo de Bush, foram e são café-pequeno diante deste verme. Enquanto aqueles ditadores e supostos terroristas ousaram lutar contra cachorro grande e vivo, o xerife texano demonstrou toda a sua valentia contra gato morto. Engoliu com boca seca os desaforos da China, da Coréia do Norte e do Irã, detentores de tecnologia nuclear, mas, não deu a menor chance ao frágil, desarmado e impotente Iraque, eliminando, indiscriminadamente, sua população civil, mulheres, crianças, alguns raros culpados e um incontável número de inocentes. Já perdi a esperança de ver Bush e aliados sentados no banco dos réus do Tribunal Penal Internacional, respondendo por seus crimes contra a humanidade, embora eles não merecessem um tratamento tão civilizado, perante a mesma lei do "olho por olho e dente por dente", que gostam de aplicar aos seus adversários.
Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 10h12
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O PAPEL DO PRESIDENTE NA ELEIÇÃO Romeu Prisco A admiração que passei a ter por Lula não me impede de recriminá-lo, como agora é o caso, diante da sua postura na eleição do seu sucessor. Lula é o Presidente do todos os brasileiros, portanto, não apenas de um ou mais integrantes de determinados segmentos da sociedade. Dentro desta sociedade, aqueles que assim quiserem e preencherem os requisitos exigidos, podem ser candidatos a qualquer cargo público, inclusive o presidencial. Ora, como todos são iguais perante a lei, todos merecem o mesmo tratamento. Nestas condições, não é justo que um brasileiro seja ostensiva e massivamente apoiado pelo Presidente, na sua candidatura a idêntico cargo, e outros não o sejam. Essa situação, antes e acima do aspecto político, deve ser encarada sob o aspecto jurídico-legal. No seu juramento presidencial, Lula obrigou-se a cumprir e a fazer cumprir a Constituição Federal e as leis do país. Observadas as normas e regulamentos aplicáveis a cada situação específica, não pode o Presidente da República manifestar preferência por este ou aquele brasileiro, sob pena de romper seu juramento. Lula não governa o país somente para o PT e Dilma, se não também para Serra e o PSDB, para Marina e o PV, bem como para quem mais se dispuser a pleitear seu cargo. Não só antes e acima do político, o aspecto jurídico-legal se sobrepõe também aos aspectos moral e de competência, que devem ser medidos e avaliados pelas agremiações dos candidatos, pelas autoridades encarregadas da administração do processo eleitoral e, finalmente, claro é, pelos eleitores. Imaginemos que eu fosse candidato a Presidência da República, sem pertencer ou sem ser apoiado pelo partido de origem de Lula. Nada me impediria da convidar o Presidente para comparecer ao meu palanque, simplesmente para dizer: "meus amigos, aqui estou para prestigiar a candidatura deste cidadão brasileiro, como ontem estive no palanque de outro cidadão brasileiro e, amanhã, estarei no palanque de um terceiro cidadão brasileiro. Todos merecem meu respeito, até porque estão trabalhando para manter vivo o espírito e o regime democrático, que me conduziram à Presidência". Outrossim, o que impediria Lula de adotar tal procedimento ? O que estou propondo pode ser apenas um ideal onírico, difícil de ser realizado, mas não impossível. No Brasil que chegou próximo da perfeição no processo de votação e de apuração dos resultados, com a introdução da urna eletrônica, agora com a legislação da "ficha limpa", pode, perfeitamente, dar mais esse grande passo. Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 01h11
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LULA E MALUF Romeu Prisco Lula chegou à Presidência da República com seus próprios méritos, sem precisar ser alavancado por ninguém, e, com os mesmos méritos, exerceu dois bem sucedidos mandatos, deles agora saindo sob expressiva aprovação popular. O mesmo não acontecerá com Dilma, pelo menos no que se refere à eventual vitória no pleito eleitoral, que, sem sombra de dúvida, ainda constituirá mérito exclusivo de Lula. Não é por menos que Dilma, em todos os seus pronunciamentos, inclusive na propaganda da campanha, não cansa de dizer "que está junto de Lula", "que aprendeu com Lula", "que colaborou com Lula" e assim por diante. Seu passado é obscuro e seu currículo é tão pobre, que necessitaria de uma longa e substancial "bolsa-faz-de-conta". Nessas condições, reitero meu "feeling": "Dilma está para Lula, assim como Celso Pitta esteve para Maluf. Se ela vencer, quem viver, verá" ! Quer alguns "petistas" não gostem, ou não admitam, no seu último mandato como Prefeito de São Paulo, Maluf realizou uma boa administração à testa da administração paulistana, tanto que conseguiu emplacar como seu sucessor o até então desconhecido Celso Pitta, que apenas fora seu Secretário das Finanças. Todavia, Maluf cometeu um erro político de natureza grave, quando pediu votos para o seu candidato, enfatizando que, se Celso Pitta não viesse a ser um ótimo Prefeito, ninguém mais deveria votar nele, Maluf. Deu no que deu. Lula, que de bobo nada tem, não está cometendo o mesmo erro, porém, mesmo assim, poderá pagar caro seu apoio a uma aventureira.
Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 08h44
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CHI-CHI-CHI LE-LE-LE Romeu Prisco Com o resgate vtorioso dos seus mineiros, acompanhado pelo mundo inteiro, os chilenos deram um banho de tecnologia, solidariedade, a começar por seu Presidente, e de patriotismo, sem precedentes e sem fazer, do evento, um megaespetáculo, como seria o caso dos norte-americanos. Nada de posteriores desfiles rigorosamente organizados e comportados, ao som de bandas marciais e interpretação dos hinos nacionais, através de coral musical com grandes vozes, hasteamento, arriamento, meticuloso dobramento e entrega de bandeiras aos resgatados e às suas famílias. Apenas descontraídas, alegres e expontâneas manifestações populares pelas ruas e avenidas de diversas cidades chilenas. Bravíssimo, valoroso CHI-CHI-CHI/LE-LE-LE !!! Respeite os direitos autorais
Escrito por Romeu Prisco às 10h16
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NEYMAR, TIRIRICA E GEISY ARRUDA Romeu Prisco No auge da crise entre Neymar e o Santos FC, provocada pelo desentendimento do craque com o técnico e diante da dispensa do treinador pela diretoria do Clube, circulou na mídia uma zombaria, segundo a qual "Neymar poderia demitir o Papa". Agora, diante do sucesso político de Tiririca, quer seja ele diplomado, ou não, quer o vencedor do segundo turno presidencial seja Dilma, ou Serra, o palhaço, que teria falsificado a prova de aprendizado de escrita e leitura, deverá exercer decisiva influência na escolha do futuro Ministro da Educação, tendo em vista que a sua plataforma como candidato a deputado federal assentou-se na urgente necessidade de revisão da Lei de Diretrizes e Bases. Para tanto, Tiririca deverá contar com a valiosa colaboração da universitária-modelo Geisy Arruda. Com efeito, analfabeto é quem permite, defende, sustenta e julga favoravelmente a candidatura de um "tiririca da vida". Analfabeto é aquele que sai por aí escrevendo longos e bonitos textos, elogiando as liberdades e oportunidades do regime democrático, mas, que não suporta ver Lula na Presidência da República. Enfim, analfabeto é o intelectual-demagogo, de todos os naipes profissionais, que sobrevive na sombra de "tiriricas" e, também, de "geisys arrudas". A universitária-modelo poderá fornecer, a Tiririca e a quem por este vier a ser indicado para Ministro da Educação, subsídios inestimáveis, no que se refere ao regimento disciplinar interno das faculdades. Como assim que uma ingênua donzela não pode desfilar, com um vestido agarradinho, dito ousado e "provocativo", pelos corredores do estabelecimento de ensino, sem ser molestada pelos demais alunos, ou, mais precisamente, pelos seus colegas "marmanjos" ?! Como assim que a reitoria da universidade não colocou, de imediato, à sua disposição, uma escolta de proteção ?! Como assim que a reitoria da universidade não puniu, um por um, os desclassificados que a incomodaram ?! Bem feito pra UNIBAN ! Agora, salvo engano, deve pagar à universitária-modelo uma indenização para reparação de "danos morais" !!! Durma-se com um barulho desses ! Preciso voltar correndo aos bancos acadêmicos, a fim de fazer um novo curso de Direito, onde, quiçá, se não conseguir atualizar o meu diploma, pelo menos poderei deliciar-me com desfiles das minhas coleguinhas em trajes sumários. Todavia, se obtiver êxito na renovação do bacharelado, então, quem sabe, poderei participar do seleto grupo dos novos analfabetos. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 10h45
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IGNORÃNCIA OU ESCÁRNIO ? Romeu Prisco "Tiririca" desponta como um dos candidatos preferidos pelo eleitorado, para deputado federal por São Paulo, podendo, inclusive, superar Paulo Maluf em número de votos. Se isto acontecer, o fato representará algo em torno de 300 a 500 mil sufrágios, ou mais ! Barbaridade, tchê ! Na sua ficha de inscrição, no item escolaridade, consta o seguinte: "lê e escreve" (!!!). Ora, nada contra a candidatura de um semi-analfabeto, ou contra a candidatura de um palhaço de profissão, mas, tudo contra a forma de campanha de "Tiririca", agora moderada, embora antes permitida pela Justiça Eleitoral. Outrossim, diante disso e do volume de votos esperado para o candidato, é impossível sejam todos eles, votos, fruto de ignorância, assim entendida a falta de discernimento, ou de esclarecimento, dos eleitores. Aliás, mesmo entre os ignorantes, há quem possa ser considerado portador de bom senso. Em tais condições, chega-se à conclusão de que, naquele universo de votos, significativa parcela só pode ser fruto de escárnio consciente e deliberado. Os eleitores estariam mandando mais um recado àquela instituição, como que dizendo: lugar de palhaço debochado é mesmo na Câmara Federal. Por sinal, conheço eleitor que, no pleito anterior, votou em Clodovil Hernandes, na expectativa de que o falecido costureiro "rodasse a baiana" no parlamento, como fazia nos seus programas de televisão. Todavia, que ninguém se iluda. Já foi assim no passado, com a eleição de "cacareco", do "macaco simão" e tantos outros, dos reinos dos animais racionais e irracionais, verdadeiros e imaginários, porém, nada mudou. Vai continuar sendo assim, ou pior. A "democracia" brasileira precisaria ser reinventada, coisa que nem Deus sabe quando vai acontecer. Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 13h02
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DEIXEI-ME ENGANAR SOBRE LULA ! Romeu Prisco (1) Desde que Lula assumiu a Presidência no primeiro mandato, agora com menos freqüência, tenho recebido mensagens bem redigidas, mal redigidas, humorísticas e sérias, tentando demonstrar que o nosso Presidente não passa de um "pinguço". Várias dessas mensagens vieram ilustradas com imagens obtidas através de convincentes fotomontagens. Confesso que durante bom tempo comprei essa idéia. Todavia, ao final dos seus oito anos de poder, não me recordo de ter visto Lula "cercando frango", como vi, mais de uma vez, o falecido ex-Presidente russo, Boris Yeltsin. Quem nos garante que ótimos escritores, como Arnaldo Jabor, por quem tenho grande admiração, não produzem seus textos tendo, ao lado, uma garrafa de legítimo "scotch", importando do Paraguai ? Eu mesmo já me vi repetidamente naquela situação. Então, qual é o problema se, na intimidade, Lula aprecia uma "branquinha" ? Por que seus detratores podem e ele não ? Ou será que só poderia se fosse "Chivas" e não "51" ? (2) Em todos os anos dos seus mandatos, Lula fez realizar, na Granja do Torto, uma típica festa caipira, que foi motivo de chacota pela "nobreza", por considerar o evento verdadeira cafonice. Ora, quer dizer que, para não passar por cafona, Lula deveria promover suas reuniões sociais em salões com piso de mármore, teto adornado com lustres de cristal, convidados em trajes a rigor, saboreando champanhe e dançando valsa ao som de uma orquestra de violinos ? Por que não um "bate-fundo" em chão de terra, com iluminação de balõezinhos coloridos, barracas de quentão, milho, pipoca e amendoim, convidados em trajes da roça, dança de quadrilha, casamento com padre e delegado, sob cantoria e música de Xitãozinho e Xororó ? Afinal, a nossa capital federal é Viena ou Brasília ? (3) Enquanto foi possível, Lula adorava participar de uma "pelada". Calção, camiseta regata, descalço, dando "bico" na bola, num autêntico "racha" infanto-juvenil, na base do "6 vira e 12 acaba". Lula nunca escondeu seu fanatismo por essa paixão nacional. Nunca se meteu a jogar golfe, ou tênis. Manteve-se esportivamente brasileiro. Lula termina o seu renovado mandato presidencial como começou o anterior, demonstrando ser um de nós. Por isso, afora outras qualidades, está explicada sua elevada e incontestável popularidade. Respeite os direitos autorais.
Escrito por Romeu Prisco às 12h53
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