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MAIS UM  MEGAESPETÁCULO
 
Romeu Prisco
 
Não é assim que os norte-americanos costumam transformar os grandes acontecimentos do seu país ? Não foi assim com os "homenagens" póstumas às vítimas do 11 de setembro de 2001 ?  Não foi assim com as "homenagens" póstumas e respectivo funeral do ex-Presidente Ronald Reagan ? Não foi assim com as convenções partidárias das eleições presidenciais ? Não foi assim com as festividades de posse do presidente eleito ? E é assim que será com as "homenagens" póstumas e respectivo funeral da atriz Elizabeth Taylor, que considerou como autêntico circo os preparativos do velório público de Michael Jackson. Também assim será com as tropas estadunidenses que se encontram no Iraque, quando retornarem para casa, como se tivessem participado de uma  "guerra" heróica.
 
Tudo certinho e nos seus devidos lugares. Bandeiras hasteadas, arriadas e milimetricamente dobradas, para entrega a quem de direito. Militares com fardas de gala, em rigorosa posição de sentido e de continência. Hinos e canções sendo entoados pelas melhores e mais famosas vozes, isoladamente, ou em conjunto. Apresentações artísticas impecáveis. Discursos e depoimentos emocionados. Desfile bem organizado de longas e vistosas limusines. Irrepreensível participação popular, manifestando alegria, ou tristeza, de acordo com a natureza da cerimônia, como se tivesse sido submetida a exaustivo ensaio.
 
A morte do incomparável Michael Jackson ensejou, para os norte-americanos, a produção de mais um megaespetáculo, tal como se vê nas telas de Hollywood, ou nos palcos da Broadway.
 
Em casos como esses, sempre vem à tona a mesma dúvida: seria a vida imitando a arte, ou seria a arte imitando a vida ? Porém, como se se estivesse à espera do desfazimento da dúvida em questão, os restos mortais de Michael Jackson continuam aguardando pelo repouso eterno, que todos lhes desejaram.


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Escrito por Romeu Prisco às 10h32
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A QUEM POSSA INTERESSAR
 
Na condição de consumidor, com base em situações reais, que geraram grande desconforto para mim, sem terem sido regularizadas nas devidas oportunidades, ou por terem sido insatisfatoriamente administradas, declaro que as empresas abaixo elencadas não merecem a minha confiança, razão pela qual considero-as incapacitadas para relações de consumo:
 
Astra Zeneca (indústria farmacêutica), Drogasil (rede de farmácias), Extra (hipermercado), Flexfor (fabricante dos produtos marca "Clone"),  Net (TV a cabo e banda larga) e "Telefonica" (telefonia fixa e acesso à internet). 
 
Com algumas dessas empresas as situações de desconforto ocorreram em casos isolados e temporários, mesmo porque com elas não voltei a negociar, enquanto com outras ocorreram e ainda ocorrem em casos multíplos e permanentes, mesmo porque com elas fui e sou obrigado a negociar. Embora todas já conheçam as restrições que lhes faço, mas, se porventura, as tiverem "esquecido", prontifico-me a reavivá-las, bem como colocá-las à disposição de outros interessados no assunto. 
 
Esta lista será revisada e atualizada periodicamente.
 
ass) Romeu Prisco

 
 


Escrito por Romeu Prisco às 11h15
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NO DIA EM QUE A TERRA ENTROU NO CIO...
 
Microconto infantil-juvenil-senil de
Romeu Prisco
 
Foi um deus-nos-acuda ! Com exceção de Vênus, todos os demais planetas do sistema solar aproximaram-se perigosamente do nosso mundo. Até o pequeno Plutão, relegado a segundo plano, saiu da toca. A Lua, apavorada, evadiu-se. Uma vez estabelecida, entre os planetas,  a competição pela conquista do amor da Terra, logo destacaram-se os dois maiores e mais fortes, Júpiter e Saturno. Após alguns entreveros, o privilégio coube a Saturno. Valendo-se dos seus anéis, Saturno enlaçou carinhosamente a Terra, porém, de tal modo, que a tornou inacessível aos adversários.
 
Enquanto a Lua não retornasse, para início da contagem do tempo de concepção, Terra e Saturno permaneceram naquela posição. Com o retorno da Lua e o término do longo encontro amoroso, todos os planetas voltaram para os seus lugares de origem, inclusive Saturno. Decorridas várias luas, aconteceu o nascimento de um lindo planetinha, muito parecido com a mãe, provido de densa vegetação, água e oxigênio, que foi batizado de Saterrino.
 
Passado o susto inicial, o povo da Terra acompanhou encantado a evolução desse fenômeno, ouvindo atento as curiosas, complicadas e nem sempre inteligíveis explicações dos astrônomos e geólogos. Como tudo isso teria sido possível, sem que ocorresse um pânico generalizado, de alcance mundial ?  A busca por esta resposta acabou se tornando irrelevante, quando várias nações passaram a fazer projetos de ocupação e colonização de Saterrino. Obviamente, os EUA saíram na frente. Ali pretendiam construir uma civilização com predomínio do seu idioma, da sua cultura e dos seus costumes. Além disto, pretendiam montar em Saterrino uma poderosa e estratégica base militar, para defenderem-se e atacarem outros países do mundo, tidos como hostis.
 
Diante dessas pretensões, a ONU transformou-se numa verdadeira Torre de Babel, com outros países e seus respectivos aliados apresentando projetos semelhantes e opostos aos dos EUA, inclusive com sérias ameaças de recorrerem à pirataria, na base de quem chegasse primeiro seria o legítimo dono do tesouro.
 
Todavia, antes que tais projetos, ou as ações de pirataria, se consumassem, Saturno, que a tudo observava à distância, revoltado, veio em socorro do filho, seqüestrou-o e o levou para o seu âmbito no sistema solar, equipando-o com alguns anéis para autodefesa. Hoje, também na companhia de Vênus, que se converteu em sua mãe adotiva, Saterrino vive tranqüilo e feliz, a salvo de cobiças, disputas e rivalidades, já de olho numa formosa estrelinha de outra galáxia.

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Escrito por Romeu Prisco às 15h32
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Diretamente da redação de "Prisconline", foi recebida a  notícia abaixo reproduzida, conforme matéria assinada pelo repórter Romeu Prisco:
 
"O SND - Sindicato Nacional dos Desempregados, realizou ontem, Dia do Trabalho, no Vale do Anhangabaú, cidade de São Paulo, com a presença de delegados e representantes dos demais Estados da Federação, gigantesca manifestação pública, cujas avaliações mais pessimistas deram conta da presença de 3 milhões de participantes, enquanto outras avaliações, menos pessimistas, inclusive deste repórter, deram conta da presença de 5 milhões de participantes. O encontro acabou transformando-se numa inusitada Assembléia Geral da categoria, que houve por bem deliberar o seguinte:
 
(1) Decretação de estado de greve, de âmbito nacional, com paralisação total das atividades, através de:
 
(a) não-comparecimento às empresas de  seleção e recrutamento de mão-de-obra, temporária, ou permanente;
 
(b) não-atendimento aos concursos públicos e pagamento das respectivas taxas de inscrição e de aquisição de material didático;
 
(c) recusa à realização de bicos, quebra-galhos e catança de lixo;
 
(d) suspensão dos serviços de guardador de automóvel e de lugar em filas, bem como dos serviços de engraxate sem ponto fixo;
 
(e) não-formação de agrupamento em torno de vendedores ambulantes e de missionários religiosos;
 
(f) não-participação em "pegadinhas", com sorrisos desdentados, para exibição em programas de televisão de apresentadores sensacionalistas;
 
(g) não-comparecimento aos escritórios de políticos, parlamentares e respectivos partidos, bem como às assembléias legislativas e câmaras municipais;
 
(h) não-comparecimento às instituições, públicas e privadas, de qualquer natureza, inclusive de amparo sócio-espiritual, ressalvadas, exclusivamente, as de assistência médico-hospitalar;
 
(i) cancelamento de consultas com videntes, pais-de-santo, leitores de cartas e de mãos;
 
(j) cancelamento das tentativas de suicídio, mediante queda de pontes, viadutos e terraços de prédios altos;
 
(l) não-formação de agrupamento, com água na boca, diante de lojas de venda de aparelhos eletro-domésticos, de telefonia celular e de veículos, novos, ou usados;
 
(m)  não-formação de agrupamento, com olhares de curiosidade e admiração, em locais de acidentes, incêndios e delitos, para presenciar trabalhos policiais e de salvamento;
 
(n) durante a paralisação, a categoria deverá permanecer em suas "casas" (barracos, abrigos e locais de pernoite), sem efetuar qualquer despesa. Assim, se cada desempregado deixar de gastar apenas R$1,00 (um real) por dia  (preço médio  de um pastel), obtido só Deus sabe como, a classe terá gerado, no fim do mesmo dia, um déficit na movimentação financeira, com prejuízos à economia formal e informal, da ordem de R$10.000.000,00 (dez milhões de reais) e de R$300.000.000,00 (trezentos milhões de reais) no fim de um mês.
 
(2) Luta pela imediata aprovação do Estatuto do Desemprego, para reconhecimento da categoria, regulamentação e fiscalização do exercício da respectiva atividade, com:
 
(a) equiparação e igualdade de tratamento dispensado aos presidiários;
 
(b) efetivo cumprimento, pelos jovens desempregados, da obrigatoriedade de prestação de serviço militar, com fornecimento de uniforme, alojamento e três refeições diárias;
 
(c) equiparação de tratamento dispensado aos militares da reserva, dos jovens referidos na alínea anterior, após a obtenção de alta e enquanto permanecerem desempregados;
 
(d) abolição do voto obrigatório, mesmo que a condução pública se torne gratuita nos dias de eleições;
 
(e) reserva de 50% das vagas nas ofertas públicas de emprego, àqueles que estiverem desempregados por período superior a 3 (três) meses;
 
(f) fornecimento de passaportes e passagens aéreas, sem quaisquer ônus, aos desempregados e respectivas famílias, desejosos de imigrar para outros países, que estiverem oferecendo oportunidades de trabalho;
 
(g) instituição da sucessão hereditária obrigatória, nos casos de morte, ou de aposentadoria espontânea e compulsória, aos filhos e netos dos mortos e aposentados, que estiverem desempregados e em condições de exercer o cargo antes ocupado pelos pais e avós;
 
(h) criação da OID - Organização Internacional do Desemprego, com sede permanente em Brasília, República Federativa do Brasil;
 
(i) oficialização do dia 1º de abril como Dia Nacional das Promessas de Geração de Empregos;
 
Após tais deliberações, aconteceu uma animada apresentação artística de equilibristas, malabaristas, contorcionistas, mágicos e domadores, atualmente sem vínculos trabalhistas. Encerradas as apresentações,  a manifestação dissolveu-se lentamente, sob gritos de: "unidos, os desempregados jamais serão vencidos" !

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Escrito por Romeu Prisco às 19h23
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O EX-BISPO LUGO E AS MULHERES
 
Romeu Prisco
 
Certamente entre as mulheres, que se propuserem a ler este texto, muitas delas vão criticar-me e, talvez, até acusar-me de machista. Porém, isto, também certamente, não se dará com a minha primeira e única mulher, com quem convivo há 39 anos e que sempre é a leitora prioritária dos meus escritos, fazendo-me, assim, sentir mais alívio.
 
Depois da série de denúncias de paternidades bastardas, formuladas contra o ex-Bispo Lugo e, ao que parece, todas verdadeiras, o mundo, como se diz vulgarmente, está caindo de pau sobre o atual Presidente do Paraguai. Até aqui, tudo bem e nada de errado, porque, como sacerdote da Igreja Católica, o ex-Bispo deveria manter-se no celibato, o que implica abstinência de relações sexuais. 
 
Todavia, e as mulheres que se envolveram com Lugo ? Não que igualmente devessem observar o celibato e a abstinência de relações sexuais, mas, por que irem para a cama com o religioso, sabendo da proibição ? Desculpa pode ser dada a algumas menores de idade, tidas como "ingênuas". Entretanto, o mesmo não se aplica a mulheres adultas e experientes. No frigir dos ovos, é de se indagar, pela enésima vez, que estranho fascínio é esse que certas mulheres têm por sacerdotes da Igreja Católica e por homens casados ?
 
No dia em que a Igreja Católica abolir o celibato, tais mulheres, com certeza, diminuirão seu interesse pelos padres, mas, muito provavelmente, passarão a ter bem mais atração pelos engajados no matrimônio. "Nossa", dirão, "além de padre, é casado" !
 
Não será surpresa se, no futuro, vier a ocorrer sensível acréscimo do número de canditados aos seminários e de fieis do sexo feminino às Igrejas Católicas, todos, quiçá, em busca de novas emoções.
 
Quanto a mim, se devesse reescrever este texto, mudaria o título para "As mulheres e o ex-Bispo Lugo".

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Escrito por Romeu Prisco às 08h22
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IRPF/2009
POR QUE FACILITAR,
SE É POSSÍVEL DIFICULTAR ? (2)
 
Romeu Prisco
 
Este texto será melhor compreendido por quem já leu, ou antes vier a ler, o seu número 1 (um), que se encontra disponível aqui mesmo, logo abaixo.
 
A fim de dar atendimento à nova exigência fiscal, depois de passar por duas papelarias e por duas supostas agências postais, estas não franqueadas, mas apenas ditas "autorizadas", só encontrei o formulário simplificado numa terceira dependência da ECT, que não se enquadrava na mesma situação das anteriores. Nela obtive o que desejava e, sem me dar conta dos detalhes, levei o formulário para casa, onde pretendia examiná-lo com mais calma.
 
No exame de que se trata, constatei que o espaço reservado para a declaração de bens e direitos, do aludido formulário, é ridiculamente minúsculo. Mal dá para colocar, naquele espaço, ainda que abreviadamente, todos os dados pertinentes a um só imóvel ! Bem, "seo" Romeu, nada de afobação, pensei eu, já que, antigamente, era permitido o uso de folha de papel ofício, que se anexava ao formulário, para continuação da referida declaração.
 
Ledo engano ! No rodapé do formulário, lê-se a seguinte advertência: "Caso o número de linhas disponibilizadas nos respectivos quadros deste formulário seja insuficiente, o contribuinte deve apresentar a Declaração em meio magnético".
 
Não tenho a mínima lembrança se, nos meus áureos tempos de contribuinte ativo do IR, cheguei a fazer alguma declaração "em meio magnético". Destarte, não saberia quais os recursos para tanto, bem como se ainda existem. Entretanto, de uma coisa tenho certeza: recuso-me, terminantemente, a retroceder da Idade da Pedra para a Idade das Trevas.
 
Assim sendo, caro Ministro Guido Mantega, vou cumprir a minha obrigação através do formulário simplificado, encarando como desafio o mister de redigir duas discriminações no lugar onde só caberia uma, revogando, assim, aquela velha lei da física, segundo a qual dois corpos não podem ocupar, ao mesmo tempo, o mesmo espaço.

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Escrito por Romeu Prisco às 09h37
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IRPF/2009
POR QUE FACILITAR,
SE É POSSÍVEL DIFICULTAR ? (1)
 
Romeu Prisco
 
Ou, "como tornar difícil o que era  fácil". Depois que ingressei na chamada "terceira idade" e com mais alguns anos de trabalho, a etapa seguinte da minha vida se deu mediante a obtenção de aposentadoria pelo INSS, cumulada com uma disritmia cardíaca crônica. Nestas condições, passei a pertencer ao grupo de felizes "contribuintes" isentos da apresentação da declaração anual de rendimentos. Assim sendo, bastava apenas o preenchimento e entrega, entre os meses de setembro e novembro, via "internet", de um formulário incrivelmente simples, onde respondia meia dúzia de perguntas, somente com as opções "sim" e "não".
 
Daquelas perguntas, uma questionava se o cidadão era proprietário de bens imóveis, enquanto a resposta ficava limitada a um mero "clique" na opção "sim", ou na opção "não". Pois bem, neste ano de 2009, as nossas ilustres e caridosas autoridades fazendárias, resolveram tornar obrigatória, nos moldes tradicionais, a denominada "declaração de isenção", para os "contribuintes" que forem proprietários de bens imóveis de valor superior a 80 mil reais, mesmo que isto não implique pagamento de qualquer tributo.
 
Para atendimento da nova forma de declaração de isenção, o "contribuinte" deve fazê-lo através do formulário simplificado. Até aqui, com muito boa vontade, dá para aceitar. Todavia, o formulário simplificado não se encontra disponível, isoladamente, no sítio da receita federal. Somente é possível obtê-lo através de "donwload" de todo o programa do imposto de renda/2009, onde estaria embutido. Dito programa pesa, nada mais, nada menos, 11,8MB, o qual, pela minha conexão discada, com velocidade inferior àquela (56kbps) inicialmente prometida pela operadora ("Telefonica"), levaria dias para ser baixado !!! Ademais, acrescente-se que a remessa dessa declaração, ainda dependeria do "donwload" de outro programa, com peso de 2,4MB.
 
Ora, ora, ora, Ministro Guido Mantega ! Por que toda essa complicação, a fim de que seus subordinados fiquem sabendo aquilo que já estão carecas de saber ? Não constava lá, na anterior forma de declaração de isenção, a perguntinha sobre a posse, ou propriedade, de bens imóveis ? O fisco, agora, quer apenas saber o valor dos mesmos ? Por que, então, não inserir outra perguntinha na sobredita declaração, indagando se o valor de tais bens seria igual ou superior a 80 mil  reais ? Ou será que, no futuro, não se objetiva, dissimuladamente, alcançar o isento com uma "contribuiçãozinha" ?
 
Independentemente dos comentários publicados na "internet", de contribuintes queixando-se por não terem conseguido acesso ao formulário simplificado, mesmo baixando o programa "imposto de renda/2009", já estava decidido a ir a uma papelaria, ou à ECT, adquirir o indigitado formulário e remetê-lo via postal, de modo mais trabalhoso e oneroso.
 
Eis aí um belo exemplo de como voltar à Idade da Pedra !

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Escrito por Romeu Prisco às 10h37
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"TELEFONICA" !!!
 
 
Romeu Prisco
 
Quem nunca visitou o "site" da "Telefonica" e hoje, 20.04.2009, o fez pela primeira vez, perdeu excelente oportunidade de se encantar, ainda mais, além do que foi possível visualizar na página "home", com esse exemplo de empresa semi-pública, ou, se se preferir, empresa do setor privado, prestadora de serviços públicos !
 
Com efeito, pena que a única opção disponível para navegação no "site" em referência, era a de aquisição de um novo plano "speedy" para acesso à "internet", bom, rápido, barato, imperdível, etc. e tal. Aliás, por curiosidade, já que o motivo da minha visita era outro, nem mesmo dita página consegui abrir, porque "todos os atendentes, no momento, estavam ocupados e eu deveria tentar outro contato mais tarde".  
 
Sequer deu para tomar conhecimento dos "programas sociais" desenvolvidos pela "Fundação Telefonica", entre os quais, certamente, encontram-se a extrema preocupação do Grupo com o bem-estar e a tranqüilidade dos usuários dos seus serviços. Nada de longas e intermináveis esperas, cobranças por serviços não solicitados, ou mal executados, promessas não cumpridas e assim por diante.
 
Nessas condições, o meu desejo de enviar um elogio à "Telefonica", através da sua prestimosa Ouvidoria, viu-se frustrado. Queria agradecer à empresa por não estar cometendo nenhum excesso, ou exagero, com a velocidade de navegação do seu "Plano Internet Ilimitada", por mim assinado, o qual, dos 56kbps ofertados no ato da adesão, passou a funcionar, em curto espaço de tempo, com, no máximo, 28kbps, e, neste exato momento, se encontra operando com 9,6kbps (eu disse nove virgula seis) !!!
 
Bem, sei lá. Preciso perder essa mania de ser chato, inclusive para elogiar, quando nos encontramos em plena 2ª feira, no meio de um feriado prolongado. Afinal, os setores da "Telefonica", encarregados do recebimento de cumprimentos, devem estar gozando do merecido descanso, se não se encontrarem "todos ocupados", caso estejam trabalhando.

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Escrito por Romeu Prisco às 11h49
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MEUS 18 ANOS
 
 
Romeu Prisco
 
Alô galera ! Dentro em breve chegarei aos 18 anos. Ainda não sei onde e como será a "party", mas, que haverá festa, disso não se duvide. Afinal, trata-se de um aniversário aguardado, desejado e  até sonhado. Nossa ! Quanta coisa é possível fazer com 18 anos. 
 
Confesso que, no período anterior a essa maioridade, nem sempre comportei-me convenientemente. Fui um tanto quanto rebelde, ignorei certos bons conselhos, criei alguns atritos passíveis de serem evitados e, por vezes, andei ingerindo substâncias etílicas acima dos limites permitidos. Porém, mantive-me distante do cigarro e das drogas, cumpri satisfatoriamente as minhas obrigações, li, escrevi e pesquisei bastante, objetivando permanente informação e atualização.  
 
Voltando ao assunto festa, ainda estou indeciso entre uma reunião social-dançante, no salão de baile da União Fraterna, com a animação musical do Zimbo Trio, ou uma reunião menos formal, na base de um churrasco, na minha chácara, com apresentação artística dos convidados, numa autêntica tertúlia líteromusical. Em ambas hipóteses, haverá o tradicional bolo de aniversário, com velinhas e cantoria do "parabéns a você".
 
Muitos devem estar perguntando que raio de festa de 18º aniversário é essa, em pleno ano de 2009, da qual se fala em Zimbo Trio, salão de baile da União Fraterna e tertúlia líteromusical ? A explicação é simples: neste ano completo 18 primaveras de ingresso na "Terceira Idade", também chamada de "Melhor Idade". Destarte, logo serei um coroa "di maior".
 
Beleza, mano ?

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Escrito por Romeu Prisco às 15h06
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CET, O FUMO E VOCÊ

RETRATO DO PODER PÚBLICO

 

Eduardo Trigueiros

Advogado

 

O Poder Público em São Paulo expande e contrai responsabilidades, adotando uma postura que se reflete na atuação dos agentes públicos como francamente contrária aos interesses da sociedade.

 

A CET é um bom exemplo disso. A intenção é nobre - melhorar o trânsito, mas o que se vê são agentes postados em pontos cegos do motorista, de caneta e bloco de multas sempre nas mãos, enquanto que suas viaturas paradas sobre o passeio público. É que a CET deveria, se é que a missão é organizar o trânsito, dar o exemplo, instruir, orientar, e, apenas então, multar. Não é o que ocorre. A CET não dá exemplo aos cidadãos, estacionando suas viaturas em qualquer lugar e, hipocrisia á parte, promovendo verdadeira festa das multas.

 

Os dados oficiais também não contribuem. A notícia que se tem é sempre voltada para o volume de autuações ou de arrecadação com multas. Há agentes na cobertura de prédios, munidos de binóculos, e nem assim a CET é capaz de fornecer informações precisas sobre do trânsito, freqüentemente sendo contradita pela Rádio Sul América Trânsito, por exemplo, o que só demonstra que sua preocupação é mesmo multar. Enquanto isso, nas mesmas esquinas freqüentadas pela CET, às vezes no mesmo ponto cego buscado para furtar-se à vista do motorista e autuar com maior rapidez, encontram-se meliantes, vagabundos, pedintes e assaltantes, esses últimos se valendo dos mesmos pontos cegos para furtivamente anunciarem o assalto.

 

É nesse ponto que cabe a questionar: porque o número de agentes da CET não para de crescer, assim como sua frota de veículos, mecanismos de radares, câmaras, etc., enquanto os quadros da Polícia Militar permanecem quase estagnados. É de se lembrar que o policial militar pode multar tanto quanto o agente da CET. A diferença é que se os recursos destinados ao incremento da CET fossem canalizados ao preparo e contratação de policiais militares, e se esses policiais militares estivessem nas mesmas esquinas, no mesmo número que os agentes da CET, restaria em grande parte atendida a reivindicação da população por maior e melhor segurança pública.

 

Mas os entes públicos certamente diante desse argumento dirão que a CET cabe ao Município, enquanto a polícia militar ao Estado, etc. etc.. Nunca ouviram falar em convênio, repasse de verbas, etc.? É impressionante e triste ver que a vontade política se volta, quase sempre, contra o cidadão. É interessante investir em um organismo arrecadador de multas, mas não é interessante investir num mecanismo que arrecadaria as multas e ainda por cima proveria maior segurança.

 

O salário do CET é em torno de R$ 1.200,00 e o do policial militar R$ 2.100,00. O policial militar tem preparo, protege, patrulha, também multa, presta assistência e socorro à população. O CET multa, multa, multa e depois multa. Alguém há de dizer: a CET guincha carros quebrados, abre, fecha e interdita parcialmente vias. A PM, também. E a CET multa, multa, multa... O problema é que a CET é auto-sustentável, gera seus próprios recursos. A PM, não.

 

Há ainda mais uma ironia: a atitude da CET é tão contrária aos interesses públicos, quando comparada à da PM, que seus agentes chegam ao cúmulo de freqüentar as zonas badaladas da noite paulistana, quase como se se pudesse afirmar que você pode se divertir, mas a CET irá sempre com você, sempre pertinho, sempre multando. Essa solicitude e onipresença, mesmo ás 03 da manhã de sábado, dos agentes da CET nas zonas nobres da São Paulo, entretanto, não é observada em zonas mais afastadas, onde também pululam bares e locais de encontro de veículos.

 

Assim, há uma aparente "elitização" da fiscalização, como se existisse uma orientação silenciosa que induzisse ao raciocínio de que "se tem carrão e freqüenta essas bandas pode pagar a multa". O agente da CET, nesse aspecto, faz lembrar Hobin Hood. Fica a sugestão de trocar dois agentes da CET por um policial, e postá-lo nos mesmos locais freqüentados pela CET. A melhora na segurança seria imediata. Estou curioso por saber onde os futuros agentes do fumo, mais nova pataquada inventada pelo poder público de São Paulo, vão exercer sua fiscalização: São Miguel Paulista ou Avenida Paulista, façam suas apostas. Lá vem mais Robin Hood arrecadar de quem "pode pagar", poupando desse desgaste o resto da população... Senão a própria lei, certamente sua implantação será inconstitucional, por ferir o princípio da isonomia.

 

São essas atitudes que fazem com que o poder público sofra tanto desgaste, pois há ineficiência escancarada no emprego de recursos, e eficiência total quando se trata de arrecadar mais algum para os cofres públicos. Porque? Porque vota-se mal e nada se exige. Tenha a santa paciência. É hipocrisia achar que o CET não está programado para multar. É óbvio que está. E a PM, que pouco ou nada acresce aos cofres públicos que se vire e com ela a população. Ao menos se os recursos arrecadas com as multas melhorassem as vias públicas, as calçadas, a qualidade do asfalto utilizado no recapeamento, ao menos se a lei vinculasse esses recursos... Aí estaríamos em outro país...

 

Já o fumo é questão interessante. Mais uma lei educativa feita sob encomenda para arrecadar. Sob o pretexto de melhoria da saúde pública, estatísticas de derrames e infartos, dos males do fumo passivo etc., nasce uma nova lei, de inspiração estrangeira. Se o fumo faz mal, e não se duvide disso, e se a intenção do Governo é a de conter e exterminar as atitudes nocivas à saúde, o combate ao vício deveria ocorrer através de sua proibição total. Como interesses econômicos estão envolvidos, então cria-se uma lei apenas para chatear o fumante que freqüenta as zonas nobres da cidade, onde a fiscalização dará as caras, a exemplo do bafômetro, da própria CET, e de todo o aparato fisacalizatório do poder público. Assim, preserva-se a economia de mercado dos fabricantes de cigarros, mas prejudica-se a do dono do barzinho, do restaurante, da casa noturna.

 

Porque? Não havia suficiente bom-senso e auto-regulação? Os restaurantes já não segregavam os fumantes a áreas próprias? O propósito não é o de preservar o direito de fumar sem incomodar o que não fuma? Então qual o sentido dessa lei, que bane da happy-hour o fumante e com ele o lucro do dono do estabelecimento? Os estabelecimentos já contava, com áreas reservadas, próximas a janelas. O fumo passivo já podia ser evitado. Mais uma vez, qual o propósito real da lei? Só pode ser o de arrecadar e chatear, porque se fosse o de salvar e solucionar, então o fumo seria simplesmente proibido.

 

Esse atitude que fica pelo meio do caminho, cerceando a liberdade do fumante, inibindo seu prazer, sem que o fumo esteja de fato incomodando a mais alguém além do pulmão dos fumantes, como que na vã esperança de "educar" o fumante é risível, inconstitucional e absurda. Se não há motivo de saúde, porque o fumo não foi proibido e o fumante continuará a fumar o quanto quiser alhures, se os estabelecimentos já segregavam eficientemente o fumante e sua fumaça, então para que serve a lei? Nada. E se não serve para nada mas é nociva ao comércio e cerceia a liberdade do fumante, então é inconstitucional, porque fere o princípio da razoabilidade.

 

Aliás, a razoabilidade deveria freqüentar mais vezes a mente dos legisladores e do poder executivo, para entender que atitudes de fachada têm cada vez menos se convertido em votos, e cada vez mais em anedota. É esperar para ver as manchetes tão almejadas pelos virtuais candidatos: "restaurante dos jardinas é autuado..." E a população deve continuar a fingir que entende, que compreende, que é para o seu próprio bem....

 

Ora, faça-me o favor!

 


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Escrito por Romeu Prisco às 14h36
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MEUS TEXTOS MAIS LIDOS
 
 
Romeu Prisco

Amigos, segue, abaixo, relação dos meus textos mais lidos, apenas entre aqueles publicados no "Recanto das Letras" e assim considerados os que obtiveram acima de 100 acessos. Quem se interessar por um deles, é só clicar sobre o título.
 
Outro texto ("Preito ao imortal Malba Tahan"), do mesmo "site", pode ser visualizado no seguinte endereço:
 
 

 
 
 
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Escrito por Romeu Prisco às 11h28
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SERMÃO DE UM PASTOR
 
Romeu Prisco
 
No passado, já disseram que eu tinha cara de padre. No presente, há quem diga que tenho cara de pastor. Pois bem, padre eu nunca seria, por total falta de ânimo para freqüentar um longo seminário, mas pastor... Então, se eu fosse pastor de alguma igreja, internacional, mundial, universal, interplanetária, intergalática, ou coisa que o valha, receberia os fieis fazendo sempre o mesmo sermão, como segue.
 
Meus irmãos: ouçam com bastante atenção o que vou lhes dizer, porque, depois deste culto, espero nunca mais vê-los nesta igreja. Não, não fiquem surpresos e nem aborrecidos. Nada tenho pessoalmente contra vocês. Acontece que vocês não merecem ser enganados e nem iludidos.
 
Como vocês vieram aqui em busca de Deus, da Sua palavra, dos Seus milagres, ou de quem O represente e interprete os Seus pensamentos, é melhor que saibam logo a verdade. Que Deus não está somente aqui, todos já devem saber. Deus está em todos os lugares, inclusive e principalmente, dentro das pessoas. O que vocês talvez não saibam, é que eu não O represento. Dele nunca recebi uma procuração e nem mesmo uma simples autorização para falar em Seu nome. 
 
Não realizo curas e nem faço milagres como mandatário divino. Se o fizesse, sairia pelo mundo, percorrendo hospitais e casas de saúde, para aliviar o sofrimento de incontáveis doentes, sem distinção de credo, cor, raça, idade, sexo e posição social. Quantos esperam por essas curas e milagres divinos, mas, sequer têm condição de locomoção, para buscá-los em igrejas.
 
Não tenho a mínima habilitação para realizar qualquer intermediação entre vocês e Deus, que lhes garanta, após a morte, um lugar de tranqüilidade no céu, ou no paraíso. Se tivesse, procuraria, antes, garantir-lhes um lugar parecido com esse aqui na terra, ainda em vida.
 
Não tenho permissão de Deus para lhes impor punições por pecados, ou destes absolvê-los. Se tivesse, também sairia pelo mundo impondo castigos a criminosos e delinqüentes de toda espécie, principalmente àqueles que não são alcançados pela justiça, assim como, ao mesmo tempo, absolveria aqueles que já cumpriram suas penas.
 
Não tenho nenhum poder para efetuar cobranças em nome de Deus, seja a título de dízimo, ou o que for. Se tivesse, não saberia como a Ele prestar contas. Tanto quanto é do meu conhecimento, Deus não possui nenhuma conta bancária. Porém, se algum poder tivesse, gostaria que tal poder me permitisse, isto sim, efetuar depósitos na conta bancária de vocês, que os ajudassem a enfrentar seus compromissos financeiros e lhes possibilitasse uma sobrevivência mais digna.
 
Portanto, meus irmãos, saiam desta igreja e nunca mais voltem. Que cada um procure Deus à sua maneira e não à maneira de quem Dele se diz representante. Que cada um estabeleça um diálogo com Deus do seu modo. Com suas próprias palavras e pensamentos. Com seus próprios ritos e preces. Acima de tudo, que cada um seja seu próprio Deus e assim o veja nos seus semelhantes.

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Escrito por Romeu Prisco às 10h12
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Carta aberta ao prezado Eliakim Araujo
 
Não é preciso ser muito perspicaz para constatar que você, seus colaboradores e amigos do DR, não morrem de amores pela Rede Globo, assim considerado todo o conglomerado.
 
Desconheço a origem dos recursos, dos suportes e dos apoios, públicos e privados, que deram causa ao surgimento e progressivo crescimento do citado conglomerado. Quem sabe parte deles, quiçá todos, sejam de origem duvidosa, ilícita, ou obtidos sem uma sustentação convincente.
 
Porém, conheço, ou, melhor dizendo, acompanhei a captação dos recursos que deram causa ao surgimento e progressivo crescimento de outros conglomerados das telecomunicações e de atividades conexas. Atrevo-me a dizer, sem sombra de dúvida, que, a maioria deles, não possui, no mínimo, uma sustentação convincente.
 
Não falo, no presente, de um ou de dois conglomerados, mas sim, pelo menos, de quatro conglomerados, seguidos de perto por outros tantos iniciantes. Basta dar um giro atento, em diferentes horários diurnos e noturnos, pelos canais abertos e a cabo de televisão, ou recebidos através de antena parabólica.
 
Os recursos desses novos conglomerados foram e são captados mediante a ostensiva exploração da ingenuidade, e das economias, claro é, de pessoas humildes, reiteradamente praticada por espertos vendedores de ilusões espirituais e materiais, que assim continuam acumulando grandes fortunas. 
 
Apesar da estranha e inconcebível omissão dos Poderes Públicos, trata-se de caso típico do artigo 171 do Código Penal, além de outras configurações delituosas. Aliás, infelizmente, entre nós, o cerco às diversas modalidades de estelionato, no lugar de se tornar mais rigoroso, foi radicalmente abrandado. Pálido exemplo disto se encontra na enorme quantidade de cheques sem fundos, que são diariamente emitidos, com conseqüências apenas na esfera civil.
 
Então, prezado Eliakim Araujo, o que a Rede Globo tem que os novos conglomerados das telecomunicações não têm ? Dinheiro a rodo ? Representantes no Congresso Nacional ? Candidatos a postos do Executivo ? Simpatia das autoridades públicas, que comparecem, em peso, em solenidades de inauguração ? Tratamento diferenciado do Poder Judiciário ? Campanhas institucionais ? Fundações e "ONGs", supostamente engajadas em atividades voltadas ao bem-estar das comunidades e à defesa do meio-ambiente ?
 
Desculpe, mas, permita-me responder. Com todos os defeitos e resumindo a ópera, a Rede Globo é mais competente e mais eficiente no que faz, é mais confiável e abrangente nos diversos noticiários, constitui verdadeira escola de jornalismo e fornecedora de mão-de-obra para as suas concorrentes, é menos "apelativa" nos raríssimos programas que exibe abordando dramas e conflitos humanos, é mais criativa e, por isso, sempre imitada, até no que se refere aos chatos apresentadores, que mal deixam os entrevistados falarem.
 
Esta carta está sendo publicada no "Blog Líterolegal" (http://romeu.prisco.zip.net) e a sua eventual contestação merecerá o mesmo tratamento. Se considerar conveniente, pode reproduzir o assunto no seu "Direto da Redação".
 
Atenciosamente,
 
Romeu Prisco

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Escrito por Romeu Prisco às 16h06
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CHOCOLATE, OBESIDADE E PRECONCEITOS

Romeu Prisco

Deu na imprensa virtual: "Escocês propõe taxação a chocolate para combater obesidade"

Amigos, a manchete acima contém, em poucas palavras, vários exemplos de preconceito: um contra o bolso do consumidor, que gosta de comer chocolate, um contra o chocolate propriamente dito, já que não é o único alimento causador de obesidade, e um contra quem, apesar de degustá-lo com freqüência, não é obeso. Todavia, o maior preconceito contido na mesma notícia, se deu contra um brasileiro, que não teve a sua idéia divulgada com tanto alarde na imprensa internacional, como essa de um escocês !
 
Sabem quem é o brasileiro por mim referido ? Sou eu ! Sim, eu mesmo ! No início do primeiro mandato do Presidente Lula, quando muito se falava em "fome zero", publiquei um texto, no qual sugeria a adoção de medida provisória, dispondo sobre a taxação dos obesos. Se não resolvesse completamente alguns problemas, tal medida, pelo menos, poderia aliviá-los. Mais recursos para combate à fome seriam arrecadados, mais alimentos sobrariam, se, com receio da taxação, fossem menos consumidos pelos obesos e estes, ainda possuídos do mesmo temor, ganhariam um poderoso aliado na luta contra a obesidade. Até os serviços de saúde pública poderiam ter sua carga diminuída, com menos atendimentos de pessoas portadoras de males decorrentes do excesso de peso.
 
A taxação dos obesos funcionaria, mais ou menos, da seguinte forma: (1) para menores de 18 anos de idade, com qualquer peso, e para maiores de 18 anos de idade, com até 50 quilos de peso, haveria plena isenção; (2) para maiores de 18 anos de idade, com peso acima daquele limite de isenção, seria observada uma escala progressiva, estabelecida com base na altura do indivíduo, escala essa que, quando ultrapassada, implicaria taxação do obeso sobre cada quilo de peso excedente.
 
Obviamente, quem se mantivesse dentro dos parâmetros não seria taxado e quem passasse de uma escala superior para uma inferior, teria a taxação diminuída, assim como quem passasse de uma escala inferior para uma superior, teria a taxação aumentada, ambas proporcionalmente. A coordenação dos programas de levantamento estatístico e de apuração fiscal da "TOB" (Taxa da Obesidade), ficaria, respectivamente, aos cuidados do apresentador de televisão, Jô Soares, e do ex-deputado federal, Delfim Neto.
 
Agora, digam-me os amigos: em termos de idéia, a minha não é infinitamente melhor e mais criativa que a do escocês ? Então, se for, por que não ganhou o mesmo destaque na imprensa internacional ? A resposta só pode ser uma: mero preconceito contra brasileiro, cujas iniciativas "sui generis" devem se restringir apenas a futebol, samba, carnaval e corrupção.
 
Ah, ia esquecendo ! Doravante, vou lutar por uma brutal taxação do "scotch" e pela responsabilidade solidária do seu fabricante, sempre que um acidente de trânsito for provocado por motorista alcoolizado com aquele líquido amarelado !

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Escrito por Romeu Prisco às 09h14
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NA "INTERNET",
NINGUÉM É DE NINGUÉM
E TUDO É DE TODOS (*)
 
Romeu Prisco
 
Escrevo porque gosto e por necessidade. Necessidade de expor as minhas idéias, manifestar meu pensamento e demonstrar o meu talento, este, claro é, se algum tiver. Destarte, nada mais justo, legal e natural, que os textos por mim produzidos, quando publicados, tanto os considerados de boa qualidade, quanto os considerados de má qualidade, sejam acompanhados da minha assinatura, ou, mais precisamente, tenham seus direitos autorais sempre respeitados. 
 
Todavia, não é assim que funciona na "internet", principalmente quando um texto nela divulgado apresenta boa qualidade. As chances de ser plagiado, apropriado de forma indevida, clonado, surrupiado ou, mesmo, de ter o nome do seu autor simplesmente omitido, são enormes.
 
Pequena parcela repassa textos omitindo o nome do autor, mas, fazendo a ressalva de que o desconhece. Desta parcela pode-se dizer que age bem intencionada. Contudo, mais bem intencionado age quem não repassa textos dos chamados "autores desconhecidos".
 
Grande parcela repassa textos omitindo o nome do autor, sem fazer qualquer ressalva. Esta parcela, se questionada, alega assim agir por ignorância, o que não serve de desculpa.
 
A outra grande parcela, que repassa textos omitindo o nome do autor, sem fazer qualquer ressalva, não age por ignorância, mas, sim, para dar a entender que o texto repassado é de sua autoria. Esta parcela, se questionada, não responde, ou, quando responde, se desmancha em desculpas esfarrapadas.
 
Entretanto, uma derradeira parcela, de todas a maior, repassa textos praticando plágio, ou apropriação indébita, ou clonagem, ou furto, assim agindo, obviamente, de má fé e ciente da impunidade. Esta parcela, se questionada, não responde, ou, quando responde, ainda tem a cara-de-pau de se considerar ofendida e magoada, como se fosse a vítima ! 
 
Todas as situações acima expostas, mormente a última, já ocorreram com textos de minha autoria, desde artigos, crônicas, poemas, paródias e até contos. A situação de maior repercussão e duração se deu com o meu texto intitulado "De mãe para mãe", que, inclusive, foi parar em emissoras de rádio, como a Band e a Jovem Pan. Na primeira emissora, quando anunciada a sua leitura, o meu nome só veio à tona graças à rápida intervenção de um querido amigo, que se apressou em informar àquela rádio a verdadeira autoria da obra. No mais, participaram da pirataria desse texto pessoas de todas as classes sociais e profissionais, entre elas até advogados de renome.
 
Esse drama de candidatos a escritores, como eu, chega a ser de somenos importância na "internet", se comparados a outros mais graves, cometidos por "hackers", pedófilos, traficantes de drogas, atraidores de jovens moças ingênuas e assemelhados. É o preço do "progresso" e da "globalização". Se antigamente, para os escritores, era bem mais difícil a publicação dos seus textos, a pirataria era bem mais rara, independentemente de se tratar de obra registrada, que, no frigir dos ovos, só serve para provar anterioridade e reclamar indenização de direitos, em casos de litígio judicial. Nos casos de litígio ético e moral, não tem nenhuma utilidade.
 
Finalmente, ainda caberia a colocação do mesmo drama perante outras situações, como aquela do físico britânico Tim Barners-Lee, idealizador da "world wide web" (www), que, segundo notícia publicada na imprensa virtual (UOL-BBCBRASIL.COM), se disse vítima de fraude na "internet", ao adquirir um presente de Natal em loja "online" falsa, que não lhe entregou a mercadoria pelo correio, conforme prometera !

(*) Motivou-me a redação deste texto a pirataria de outra obra minha, publicada em 24.03.2005, que chegou ao meu conhecimento recentemente e cujo título se relaciona com "declaração de dependentes no IRPF". 
 
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Escrito por Romeu Prisco às 18h26
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